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Dorca Guimarães Soares – psicóloga e educadora cristã, esposa de pastor em seu livro Fragmentos da Minha Vida, Editora Kelp, Goiânia, 2018, páginas 115 a 117.

 

“Bem, o tempo foi passando e agora já estava mais crescida e fazia parte de um Departamento da nossa igreja, chamado Liga Juvenil. Era formado de meninos e meninas na fase juniores e adolescência... Foi um momento singular para todos nós! São muitos os que estão vinculados ao ministério pastoral e educação cristã em igrejas espalhadas pelo Brasil!

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Na minha avaliação desse Departamento, e creio que senão de todos, a maioria dos então associados, entende que o seu sucesso, deve-se ao preparo, digamos que técnico e disponibilidade da conselheira Izabel Alcântara Guimarães, apelidada por Isa, como a chamarei nessa narrativa. Quando terminou o Curso de educadora cristã no Seminário Bíblico Goiano em Anápolis, retornou para Palmeiras, sua cidade natal, onde permaneceu até o seu casamento com o Reverendo Hamilton Guimarães, também filho desta cidade.

Nesse período, literalmente, a Isa cuidou-nos, com tanto “mimo” e ao mesmo tempo, profissionalismo! Penso que não seria exagero de minha parte afirmar que, mesmo não tendo a formação em Psicologia, exerceu sem dúvida, em muitos momentos, um papel terapêutico, acolhendo minhas fragilidades emocionais e, à semelhança de minha mãe, apontando sempre para um futuro promissor, ressaltando o que Deus havia me reservado!

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A Isa casou-se e foi com o esposo pastorear em São Paulo. Com certeza foi abençoar outras pessoas, entre as quais, crianças, juniores e adolescentes que como eu, como nós, estavam à procura de quem os cuidassem com o mesmo amor e dedicação! Esteve no meu casamento e me presenteou com uma mensagem falando da nossa relação de amor e carinho, que guardo há 43 anos. Acho que nenhum outro presente desse dia ainda sobrevive!

A última vez que a vi estava enfrentando um tratamento com quimioterapia. Ao voltar para a Bahia, onde estava morando, voltei tão mal, com a possibilidade de não vê-la mais, que procurei suporte em um livro intitulado: “Quando seu amigo está morrendo” de Betsy Burnham.

Gilberto Eurípedes de Lima – pastor, escritor, teólogo, especialista em Missiologia, mestre em Teologia e doutor em Ciências da Religião. “O Goiano que falou Javanês”. Gráfica Ideal e Editora Ltda, 2009, páginas 27 e 35

 

Chegou o dia 26 de abril de 1987... Era o tão esperado culto te despedida em minha igreja, em Palmeiras de Goiás. Presentes, amigos, autoridades políticas locais, colegas de ministério, liderança denominacional, parentes, familiares, representantes da Missão Além, coral da igreja e o conjunto Acordes Celestes. Participação especial da escritora Izabel de Alcântara Guimarães, esposa do pastor Hamilton Ferreira Guimarães, carinhosamente conhecida como “tia Isa”. “Tia Isa” foi uma grande amiga e incentivadora de missões. Ela cantou o clássico hino “No Serviço do Meu Rei eu sou feliz”. (página 27)

Durante este ano (1988), Deus levou duas pessoas próximas e especiais. Ele chamou para si nossa querida irmã em Cristo, Izabel de Alcântara Guimarães, com apenas 42 anos de idade, vítima de um câncer. Foi uma notícia muito triste, mais ainda por estar tão longe. Ela foi uma grande amiga, incentivadora, conselheira, entusiasmada por missões. Foi também uma grande escritora, esposa de pastor e mãe adorável. (página 35)

Edite Pinheiro Santos E Silva

Irmã Isa, o que falar de uma pessoa tão especial? Foi um grande exemplo de fé e deixou um grande legado a todas as pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-la. Enquanto viver, vou levar uma eterna gratidão por tudo que fez por mim e para meus filhos. Saudade Eterna...

Erisval Moura

Minha discipuladora; mesmo que naquele tempo não tínhamos compreensão desse ministério.

Neusa Paula

Saudade desta amiga, que tive o prazer de conhecer de perto. Mas na certeza de reencontrá-la um dia. 

Vladimir Pedrozo

Foi um exemplo para mim, nos primórdios de minha vida cristã. Um grande abraço a todos vocês!

Hermivone Perne

Mulher exemplar e inesquecível. Foi muito importante na vida do Alexandre, meu filho!

Cleuza Velozo

Tenho muita saudade... aprendi muito com ela e vocês, filhas, que vi crescer, o meu abraço! Tenho vontade de vê-las!

 Wilson Gonçalves de Sousa – Pastor, odontólogo, fiscal de Saúde Pública em seu livro “Deixada para trás – O sangue terena-americano de Rebeca”. Páginas 49 a 51. Editora Kelps, Goiânia, 2014

 

“Fui alfabetizado somente aos dez anos de idade, quando meus pais conseguiram comprar uma casa na cidade. Era o início do ano de 1964... E lá foi meu pai procurar vaga nas escolas a fim de matricular a mim e meus irmãos. A escola mais próxima era a “escola dos crentes”. E assim, fomos matriculados na Escola Marcos Arantes Brandão, da Igreja Cristã Evangélica (em Palmeiras de Goiás).

Esperei com ansiedade meu primeiro dia de aula. Quando entrei na sala de aula, deparei-me com dezenas de meninas e meninos sentados enfileirados, timidamente aguardando entrar a professora.

__ Boa tarde! – Cumprimentou a todos com meigo sorriso, desejando-nos boas-vindas. Meu coração de criança batia descompassado, radiante, diante da professora, uma moça bonita, sorriso airoso dentes alvos, cabelos lisos e negros, trajes simples, mas elegante, cativava cada um de nós pelos gestos de carinho e paciência. Seu nome Tia Isa (Izabel de Alcântara Guimarães), como gostava de ser chamada. Antes de abrir a cartilha, a bondosa mestra, ensinou uma canção espiritual (corinho), ensinou um versículo da Bíblia, até então, não sabia da existência deste Livro e fez uma oração. Todos os dias aguardávamos com expectativa o novo dia de aula. Através dela aprendi sobre o amor de Deus, o sacrifício de Jesus, que morreu por mim...

Aprendi em menos de seis meses a ler e escrever, nada surpreendente para alguém com dez anos de idade. A escola era de construção simples, parte sem reboco e sem pintura, mas, era um sonho estar ali. No recreio não tinha lanche, mas, meu amigo Eduardo sempre repartia comigo seu delicioso lanche. No final do semestre o sonho desabou, fomos surpreendidos pela triste notícia: a Tia Isa ia nos deixar, seu casamento estava marcado para o mês de julho. Ela estava noiva do pastor Hamilton Ferreira Guimarães, que após o casamento mudaria para o estado de São Paulo onde assumiu o pastorado da igreja. Ficamos enciumados, tristes, choramos na despedida. Tia Isa foi uma mulher formidável, excelente musicista, esposa exemplar de pastor, líder das mulheres na denominação, consagrada escritora; com leveza da pena concatenava suas ideias e imaginação em graciosa harmonia brotava um livro cheio de inspiração. Anos mais tarde tivemos o privilégio de sermos personagens no se livro A Noviça Sonhadora”, na pele de Marco Antônio, médico que contraiu núpcias com a belíssima jovem Ariane, filha de uma missionária americana com um índio Carajá; qualquer semelhança não é mera coincidência. Da Tia Isa ficou a saudade, admiração e os grandes ensinamentos. Este legado jamais será esquecido. Em mil, novecentos e oitenta e oito o Senhor a chamou para viver mais perto d’Ele.”

                         

Débora Duarte da Silva Bastos

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O que dizer da tia Isa?! A palavra que vem é saudade. Muita saudade! De sua risada, jogando a cabeça para trás. De sua paixão pela música, pelos livros, por escrever... 

Como me influenciou!!! De todas as pessoas “adultas”, fora meus pais, provavelmente ela tenha sido a que mais marcas deixou em mim. Suas ideias eram quase sempre loucas, mas apaixonadas e cativantes, sempre adiante de seu tempo (que outra mulher cristã evangélica nos anos oitenta, com quarenta anos de idade, já havia publicado vários livros, atuado ativamente em vários ministérios nas igrejas por onde passou como esposa de pastor, cuidando primorosamente de seu esposo e suas quatro filhas e alargado sua tenda para acolher tantos filhos postiços, que carinhosamente a chamavam de “tia”, e ainda atuado como apresentadora De um programa semanal de rádio para mulheres?! Imbatível, sem dúvida alguma!). 

Tia Isa tinha uma sede insaciável pela obra do Senhor e por gente. Precisava alcançar, tocar, influenciar e amar as pessoas: crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos... Ali tinha amor para todos. 

Durante mais de cinco anos me correspondi com ela e esperava, ansiosa, por suas cartas amorosas. Ali ela me aconselhava, inspirava e muitas vezes abria o seu coração para uma adolescente que a amava e admirava. 

Li os rascunhos dos capítulos dos livros que ela ia escrevendo para que ela tivesse o 'feedback' de leitora.

Até hoje, trinta e dois anos após sua partida para o céu, sonho com ela. Ainda tenho todas as suas cartinhas. Saudade, muita saudade!  

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Ariovaldo Morais Jr.

Dona Izabel Alcântara, a saudosa e querida Tia Isa... Uma caríssima e amada irmã... Teve uma influência marcante em minha vida e na vida da minha família. Foi uma grande amiga da minha mãe... ambas caminhavam a senda do Evangelho em solidariedade uma a outra, em contato contínuo e em oração por suas famílias, filhos e esposos. Dividiam suas lutas e encorajaram uma a outra. Tia Isa nos abençoou grandemente, deixando uma imensa saudade, e um exemplo inesquecível!

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